Mães mais maduras: IBGE registra aumento no número de mães brasileiras com mais de 30 e 40 anos.

Mães mais maduras: IBGE registra aumento no número de mães brasileiras com mais de 30 e 40 anos.

Os dados de registros de nascimentos no país em 2020 confirmaram a progressiva mudança na estrutura dos nascimentos, com redução da maternidade na adolescência e aumento da incidência entre mulheres com mais de 30 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2020, divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2020, 13,4% das mães de crianças nascidas no ano tinham menos de 20 anos, índice menor que os 21,6% de 2000 e 18,5% de 2010. Já aquelas entre 20 e 29 anos representavam 48,7% das mães, ante 54,5% em 2000 e 53,1% em 2010.

Por outro lado, a parcela das mães com idade entre 30 e 39 anos avançou de 22% em 2000, para 26,1% em 2010 e 34,2% em 2020, ou seja, mais de um terço das mães já estão nessa faixa etária. Também houve aumento da fatia das mães com 40 anos ou mais. Em 20 anos, a proporção do grupo entre o total das mães quase dobrou, passando de 2% em 2000 para 3,7% em 2020. O aumento mais intenso se deu na última década, já que a taxa ainda era de 2,3% em 2010.

Quando se divide as mães em dois grupos, a tendência se mostra de forma ainda mais clara. De 2000 para 2020, a proporção de registros de nascimentos cujas mães tinham menos de 30 anos caiu de 76,1% para 62,1%. Já os registros de nascimentos cujas mães tinham 30 anos ou mais subiu de 24,0% para 37,9%.

“O que temos observado é diminuição de mães adolescentes e o aumento das mães na faixa entre 30 e 39 anos e dos 40 anos ou mais. É um dado importante que mostra a postergação da decisão de ter filhos. Os Censos já mostram isso e os dados de 2020 confirmam a tendência”, afirma a gerente da pesquisa, Klyvia Brayner de Oliveira.

A despeito da média nacional, ainda há realidades bem distantes entre as diferentes regiões do país. A maior proporção de mães adolescentes estava na região Norte, onde 19,5% dos registros de nascimentos foram de crianças cujas mães tinham menos de 20 anos de idade. Nas regiões Norte e Centro-Oeste a concentração de nascidos vivos, filhos de mães na faixa etária de 20 a 29 anos, é superior à média brasileira, sendo, em termos percentuais, de 52,5% no Norte e de 50,0% no Centro-Oeste.

Por outro lado, é maior a representatividade de nascimentos cujas mães tinham idades de 30 a 39 anos nas regiões Sudeste e Sul. Nessas regiões, o percentual de nascidos vivos gerados por mães nessa faixa etária foi superior à 37,0% dos nascimentos ocorridos em 2020 e registrados.

As diferenças também são significativas na análise por unidade da federação. No Acre, as mães com menos de 20 anos ainda são mais de um quinto do total (21,5%) frente a 9,7% em São Paulo e 9,5% no Distrito Federal.

Na outra ponta, as mães com 40 anos ou mais são 5,5% do total das mães de recém-nascidos em 2020 no Distrito Federal, bem acima dos 3,7% da média brasileira e dos 3,3% do Acre, por exemplo.
Na publicação, o IBGE destaca a importância desses dados não apenas para identificar os padrões regionais de nascimentos, suas características e influências sobre o total nacional, mas também porque apontam para a necessidade de se considerar essas e outras peculiaridades regionais na elaboração e implantação de políticas públicas.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2021/11/18/brasil-registrou-alta-na-maternidade-acima-dos-30-anos-em-2020-diz-ibge.ghtml

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